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quinta-feira, 13 de julho de 2017

A BOA PRÁTICA DO VOLUNTARIADO


 Margarida Drumond de Assis

Hoje partilho com você a satisfação que me vem ao constatar a prática, cada vez mais frequente, da ação social por pessoas voluntárias. Às vezes a informação vem pela televisão; noutras, por jornais, alguma emissora de rádio ou até mesmo chegamos a presenciar, e então nos emocionamos, somos tocados. São homens e mulheres, grupos de jovens e até mesmo crianças que, ao ver em uma situação difícil sendo vivida pelo semelhante, se dispõem a ajudar, ou com comida, construção de moradia, utensílios para casa, uma sopa, ou alguma iniciativa que promova a melhor autoestima do outro e muito mais. 
Todos sabemos que em caso de uma catástrofe causada por fatores da natureza, como as cheias dos rios, a chuva torrencial, a queda de barrancos, ventos derrubando casas, o brasileiro logo se prontifica, e o trabalho  voluntário, as doações aparecem de imediato, o que é ótimo, maravilhoso mesmo de se constatar.  Mas quanto é bom vermos as ações se dando no dia a dia da vida das pessoas, independentemente se houve campanha pública suscitando apoio a uma causa ou não. Sim, porque  aquele que vive com um irrisório salário para cobrir todas as suas despesas e a dos seus familiares; aquele que trabalha por conta própria, em certos dias conseguindo vender seus produtos, noutros não; o que luta em regiões insalubres e em situações precárias, precisa, sim, é do apoio constante, entretanto nem sempre consegue.
Assim, para trazer alguns exemplos - e o caro leitor decerto já se lembrou de alguma ação com voluntariado, ou talvez seja você mesmo um voluntário social em alguma atividade - me reporto a fatos recentes de Brasília. Um deles se refere ao trabalho que a Profa Sílvia de Castro e um grupo de alunos de Odontologia têm prestado a instituição Casa Santo André. Não foi uma ação que começou tão logo veio a ideia, pois faltavam equipamentos e demais recursos para os atendimentos, além de voluntários. Mas, com o tempo, tudo deu certo e, assim, moradores em situação de rua passaram a receber regularmente atendimento dentário, e, segundo a professora, os casos mais frequente nessa população agora assistida são as cáries e a gengivite.  
Outro exemplo, e este também de nossa Capital,  é o de uma refeição que é servida todos os sábados, com cerca de quatrocentas marmitas a pessoas que tiram seu sustento e o de seus familiares, a partir do trabalho no lixão. São os catadores de lixo, e eles passam o dia em meio a todo tipo de dejetos descartados, recolhendo o que pode lhes render algum dinheiro, entre garrafas, papelão, latas e outros resíduos. A essas pessoas é que um grupo de amigos e missionários da comunidade Canção Nova, junto de pessoas da Congregação, também católica, Lumen Dei, serve uma farta galinhada enriquecida de cenoura e couve. Nesse sentido, arrecadam alimentos e também refrigerantes, aliviando ao menos um pouco as dificuldades que os profissionais do lixão enfrentam.
 Exemplos como esses têm ecoado forte ultimamente: são pessoas se unindo para levantar uma casa, de alvenaria ou de madeira; as doações de agasalhos, remédio;  atenção a alguma emergência no tocante à saúde quando alguém espera por meses ou até anos para fazer uma intervenção cirúrgica; os Doutores da Alegria, nos hospitais, e tantos outros. E ressaltemos, também, a assistência aos animais de rua que têm merecido atenção, com pessoas construindo casinhas, por exemplo para cachorros, em praças ou em alguma rua, além de que, permanentemente, assistem os bichinhos, alimentando-os, cobrindo-os . 
Muito bom tudo isso. Afinal, sempre soubemos de pessoas desassistidas e carentes de atenção, de carinho, de nossa caridade, ainda mais nos difíceis tempos como os da atualidade. É mister, pois, que saiamos de nossa zona de conforto e busquemos alguma inserção na realidade conturbada que tantos vivem. 

Margarida Drumond é professora, jornalista e escritora com mais de uma dezena de livros editados, dentre eles: Um conflito no amor, No acerto dos bondes e Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção.
Contatos: (61) 99252-5916 margaridadrumond@ gmail.com  www.margaridadrumond.vai.la

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