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quinta-feira, 11 de maio de 2017

MACRON: BOM PARA A FRANÇA, BOM PARA O MUNDO

                              MACRON: BOM PARA A FRANÇA, BOM PARA O MUNDO

Margarida Drumond de Assis
               
                O resultado das eleições na França, no último domingo, soaram como um alívio. A vitória do social-liberal, Emmanuel Macron, com aprovação de 65 % dos votos  válidos afastou a insegurança que os franceses viviam só de imaginar como ficaria o país, se a adversária na eleição presidencial e líder da extrema-direita, Marine Le Pen, vencesse. Com ela, era sério o risco de verem o país fora da União Europeia e da zona do euro, além de estar em risco a democracia.
Com o centrista Macron no poder, todo o continente se sentiu mais seguro e, levando em conta a vida globalizada, todo o mundo também, pois o que  se decide em algum ponto importante do planeta, repercute em todo lugar. É, conforme expressou uma francesa radicada no Brasil e que se punha a postos para votar, mesmo estando aqui, “tudo é o planeta”, era, pois, importante votar.
Pesquisas feitas pela Opinion Way e pela Radio Les Echoset, às vésperas do pleito presidencial, indicavam a vitória contundente de Emannuel Macron com 62 % dos votos. Era-lhe favorável o fato de ele não pertencer a partidos políticos e o seu desejo de restabelecer as relações entre os franceses e o bloco europeu. Antes, Marine Le Pen seguia sua campanha com certa expectativa, vislumbrando  uma possível vitória, mas ao participar do último debate televisivo, sua aceitação caiu bastante; ela passou, então, a ideia de não ser capaz de bem conduzir os destinos da França. Pesava aos franceses, por exemplo, imaginarem-se fora do bloco, além de que não viam com bons olhos a posição política na  qual Le Pen se enquadrava.
Vitória alcançada, Emmanuel Macron prometeu energia para governar, mostrando coragem para atingir seus propósitos pelo bem do país e dos franceses; ele bem sabia que muitos votaram nele apenas para evitar que Le Pen vencesse, mas que também não o tinham em tão alta conta. Afiinal, Macron, hoje com 39 anos e considerado o mais jovem presidente do país, era, até abril de 2016, praticamente um desconhecido. Mas é importante ressaltar o apoio que recebeu, em vídeo,  do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e de outros nomes relevantes no cenário internacional, como o da Chanceler da Alemanha, Angela Merkel.  Já o atual presidente norte-americano, conforme manifestou a assessora de imprensa, Sara Sanders, dizia-se favorável a qualquer dos dois candidatos: fosse Le Pen ou Macron o venceddor, trabalharia com quem quer que o povo francês elegesse.
Há que se considerar também de suma importância na vitória de Macron o pensamento que ele manifestou de apoio a refugiados, e, assim, a reação italiana rapidamente mostrou quanto eles estão esperançosos, pois agora esperam que a França também ajude na acolhida aos milhares de imigrantes que chegam à Europa, aflitos, famintos, necessitados mesmo de respeito em sua dignidade para uma vida digna.
Fica-nos, agora, a expectativa no sentido de que Emmanuel Macron leve a efeito suas intenções de realmente trabalhar com políticos que possuam ficha judicial limpa; que lute  pela melhoria de vida das pessoas, favorecendo as políticas sociais, conforme pede o país, com investimentos que atendam à esperança que circunda a Europa, por melhores dias no continente, fazendo valer os propósitos que lhe são tão conhecidos,  de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.

                                                                                  Brasília, 10 de maio de 2017


Margarida Drumond de Assis é professora, jornalista e autora de dezesseis livros editados em vários gêneros literários. Destacam-se, Tempo de saudade, com a história de Timóteo; Aconteceu no cárcere; e Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção. É membro da Academia Taguatinguense de Letras – ATL e da Academia de Letras e Artes do Brasil – ALMUB www.margaridadrumond.vai.la  Contato: margaridadrumond@gmail.com Tel. (61) 9252=5916  



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