MACRON: BOM PARA A FRANÇA, BOM PARA O
MUNDO
Margarida Drumond de
Assis
O
resultado das eleições na França, no último domingo, soaram como um alívio. A
vitória do social-liberal, Emmanuel Macron, com aprovação de 65 % dos votos válidos afastou a insegurança que os
franceses viviam só de imaginar como ficaria o país, se a adversária na eleição
presidencial e líder da extrema-direita, Marine Le Pen, vencesse. Com ela, era
sério o risco de verem o país fora da União Europeia e da zona do euro, além de
estar em risco a democracia.
Com o
centrista Macron no poder, todo o continente se sentiu mais seguro e, levando
em conta a vida globalizada, todo o mundo também, pois o que se decide em algum ponto importante do
planeta, repercute em todo lugar. É, conforme expressou uma francesa radicada
no Brasil e que se punha a postos para votar, mesmo estando aqui, “tudo é o
planeta”, era, pois, importante votar.
Pesquisas
feitas pela Opinion Way e pela Radio Les Echoset, às vésperas do pleito
presidencial, indicavam a vitória contundente de Emannuel Macron com 62 % dos votos.
Era-lhe favorável o fato de ele não pertencer a partidos políticos e o seu
desejo de restabelecer as relações entre os franceses e o bloco europeu. Antes,
Marine Le Pen seguia sua campanha com certa expectativa, vislumbrando uma possível vitória, mas ao participar do
último debate televisivo, sua aceitação caiu bastante; ela passou, então, a
ideia de não ser capaz de bem conduzir os destinos da França. Pesava aos franceses,
por exemplo, imaginarem-se fora do bloco, além de que não viam com bons olhos a
posição política na qual Le Pen se
enquadrava.
Vitória
alcançada, Emmanuel Macron prometeu energia para governar, mostrando coragem
para atingir seus propósitos pelo bem do país e dos franceses; ele bem sabia
que muitos votaram nele apenas para evitar que Le Pen vencesse, mas que também
não o tinham em tão alta conta. Afiinal, Macron, hoje com 39 anos e considerado
o mais jovem presidente do país, era, até abril de 2016, praticamente um
desconhecido. Mas é importante ressaltar o apoio que recebeu, em vídeo, do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack
Obama, e de outros nomes relevantes no cenário internacional, como o da
Chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Já
o atual presidente norte-americano, conforme manifestou a assessora de imprensa,
Sara Sanders, dizia-se favorável a qualquer dos dois candidatos: fosse Le Pen
ou Macron o venceddor, trabalharia com quem quer que o povo francês elegesse.
Há que se
considerar também de suma importância na vitória de Macron o pensamento que ele
manifestou de apoio a refugiados, e, assim, a reação italiana rapidamente mostrou
quanto eles estão esperançosos, pois agora esperam que a França também ajude na
acolhida aos milhares de imigrantes que chegam à Europa, aflitos, famintos,
necessitados mesmo de respeito em sua dignidade para uma vida digna.
Fica-nos,
agora, a expectativa no sentido de que Emmanuel Macron leve a efeito suas
intenções de realmente trabalhar com políticos que possuam ficha judicial limpa;
que lute pela melhoria de vida das
pessoas, favorecendo as políticas sociais, conforme pede o país, com investimentos
que atendam à esperança que circunda a Europa, por melhores dias no continente,
fazendo valer os propósitos que lhe são tão conhecidos, de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.
Brasília,
10 de maio de 2017
Margarida
Drumond de Assis é professora, jornalista e autora de dezesseis livros editados
em vários gêneros literários. Destacam-se, Tempo
de saudade, com a história de Timóteo; Aconteceu
no cárcere; e Padre Antônio de
Urucânia, a sua bênção. É membro da Academia Taguatinguense de Letras – ATL
e da Academia de Letras e Artes do Brasil – ALMUB www.margaridadrumond.vai.la
Contato: margaridadrumond@gmail.com
Tel. (61) 9252=5916
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