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domingo, 13 de agosto de 2017

EUA E COREIA DO NORTE, O RISCO ATÔMICO

           Margarida Drumond de Assis

 

O que me traz hoje ao seu encontro não são os temas que tanto nos atemorizam em nosso quadrado: o caos no país devido a uma educação e saúde muito debilitadas e a segurança pública falida. Neste caso, basta lembrar o Plano Nacional de Segurança Pública presente no Rio de Janeiro, onde, só neste ano, para dar um panorama da gravidade vivida lá, já foram mortos mais de cem policiais. Também não me atenho hoje à crítica situação pela presente corrupção que assola a vida dos nossos poderes, principalmente o Executivo e Legislativo, quando sabemos das artimanhas que levaram oposição a perder para o Governo e vermos o processo contra o presidente Michel Temer ser arquivado; ou o rombo nas contas da União, queneste ano, deverá chegar a R$ 159 bilhões, conforme anunciado por economistas. O que me impele, aqui, é o grave e crítico momento no cenário internacional, conforme têm denunciado as acusações entre Coreia do Norte e Estados Unidos, com o risco de sermos surpreendidos com incontável numero de vítimas, lá fora, devido a explosões atômicas como aquelas que assolaram Hiroshima e Nagasaki, em 1945.

De um lado nessa questão, temos o presidente americano, Donald Tumpque a tantos tem despertado temor por suas estranhíssimas colocações e mesmo ações; de outro, o autocrata nortecoreano, Kim Jong-unno poder desde dezembro de 2011, indiferente às perigosas ofensivas de um bilionário para quem o mais importante é o capital. Apenas preocupados com a troca de farpas que vêm mantendo, ambos ignoram o mundo que se encontra apreensivo com o temor de uma tragédia imensurável. Desprezam apelos da Rússia e da China pedindo que sejam mais prudentes, o que já fez também a Alemanha, por meio dAngela Merkel, personalidade de relevância política mundial. Trump  advertiu o regime de Pyongyangpara a gravidade que ele próprio tem mostrado em suas falas. A respeito, conforme agência oficial de notícias KCNA, o regime comunista de Piongyang disse que “Trump está levando a situação da Península Coreana quase a uma guerra nuclear”. Resultado é que na Península já se planeja um exercício com foguetes de alcance intermediário com disparos na direção de Guam, região onde há bases militares dos Estados Unidos. E, se tal ocorrer, quatro mísseis passarão sobre o Japão, rumando para águas internacionaisestratégia esta que passará antes à aprovação do general Kim-Rak-gyom.

Em sua preocupação, o ex-embaixador na ONU, Bill Richardson, para quem os dois governantes parecem querer “dar uma de macho”, frisou que, por “um erro de cálculo que pode ser pequeno”essa insensatez tem o risco de desencadear a materialização de uma ação militar por qualquer uma das partes: Estados Unidos ou Coreia do Norte. E a China, preocupada com as questões em sua vizinhançadirecionou alertas aos dois atores dessas agressões, no sentido de que eles podem deflagrar uma nova guerra atômica: pediu que exercitem a prudência. Também os russos, por meio de seu Chanceler, Sergei Lavrov, já se manifestaram receosos, mediante as constantes agressões verbais trocadas por aqueles dois governos.

Ante esse inquietante e temeroso quadro, melhor é que as tensões sejam contidas sem os infelizes desdobramentos  que podem advir  em caso contrário. Já é grande a instabilidade com que vive o mundo por questões diversas, sejam de ordem política, financeira ou por questões de natureza ambiental, entre outras.

 

Brasília, 12 de agosto de 2017.

 

Margarida Drumond de Assis é escritora de vários romances, poesias, crônicas, entre outros gêneros literários, como Não dá pra esquecer,  que reúne crônicas sobre fatos e pessoas que marcaram as últimas décadas do século passado.

Contatos: (61) 99252-5916margaridadrumond@gmail.com; www.margaridadrumond.vai.la

 

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