Eu conto pra você (Quinta Parte)
De Dom Luciano, especial dom de Deus: os escolhidos do Pai e a Igreja
A Igreja do Brasil, representada pelos seus pastores, as centenas de Bispos que compõem a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, está agora sob nova Presidência: Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida presidente do CELAM, que recentemente terminou seu mandato. Ele é agora o presidente da CNBB, conforme eleição na 49ª Assembleia Geral, realizada em Aparecida/SP, de 4 a 13 deste mês de maio de 2011. Com ele, estão como Vice-presidente, Dom Frei José Belisário da Silva, OFM, Arcebispo de São Luís do Maranhão/MA e, como Secretário geral, Dom Frei Leonardo Ulrich Steiner, OFM, bispo prelado de São Félix/MT.
Você que já leu ou está lendo Dom Luciano, especial dom de Deus, decerto sabe que na Parte IV, cap. 14, sob o título “A Igreja e os escolhidos do Pai”, constam importantes dados sobre o Chamado que Jesus nos faz, e, oportunamente, focalizo a criação da CNBB, no ano de 1952. Mas você, que ainda não tem o livro, saberá um pouco a respeito, a partir desta crônica. Tomará ciência da relevante missão que tem esta Conferência Nacional.
Primeiro reportemo-nos à palavra bíblica que focaliza o Sim de tantos que se fazem instrumentos de Deus, e uma expressão marcante é o decisivo “Segue-me!”, dito por Jesus aos discípulos pescadores. E há outras formas, como a Palavra em Gênesis (12, 1) “Sai de tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei”. É por este anúncio que acontece o Chamado; por ele aquele que se sente tocado se dispõe ao serviço da Boa Nova. Assim ocorreu a Noé; a Abraão, patriarca a quem foram ditas tais palavras; Moisés e muitos outros. Também Maria, a escolhida de Nazaré para ser a Mãe do Filho de Deus, e ela disse Sim. O convite do Mestre continua e então vêm os seminaristas, os diáconos, os presbíteros, que têm no bispo da Diocese a que pertencem um pastor. E, na unidade, o rebanho persevera no caminho de Jesus.
É para uma orientação segura e para essa unidade na Igreja que há as Conferências Nacionais em cada país. Cada Conferência se junta em blocos, formando um Conselho, e por meio dele, há estudos e reflexões, sempre com o objetivo de uma Igreja mais fraterna e solidária, para que sejam sanadas as dificuldades que podem ocorrer. Este Conselho abrange as Conferências Nacionais de uma determinada região do mundo. No caso do Brasil, a CNBB está unida a 21 países, dentre os quais Colômbia, Honduras, Nicarágua, Guatemala e México. São 22 os países que formam o Conselho Episcopal Latino-Americano, o CELAM. E sobre todos os Conselhos das várias regiões do mundo, está o Vaticano, de onde, pela autoridade do Santo Padre o Papa, hoje Bento XVI, vêm as diretrizes maiores para toda a Igreja. É o papa, como sabemos, o sucessor de Pedro, a quem Jesus disse: “Tu és Pedro, e sobre essa Pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,13).
Assim, posso lhe dizer que é por esta consciência de seu importante papel na vida das pessoas, que a CNBB se reúne, anualmente, no segundo trimestre e, de quatro em quatro anos, acontecem as eleições, podendo o mesmo presidente ser reeleito para o mandato seguinte. Dom Luciano Mendes de Almeida, por exemplo, foi eleito presidente da CNBB duas vezes: em 1º de maio de 1987 e novamente em 19 de abril de 1991, ficando oito anos na direção dos destinos da igreja do Brasil (p. 119).
Ao encerrar este nosso encontro de hoje, o registro de um importante nome na fundação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil: Dom Hélder Pessoa Câmara. Foi ele quem, “vislumbrando a necessidade de uma Igreja mais pastoral – com os bispos mais voltados para a realidade das pessoas, de suas angústias e necessidades (...), comungando com o pensamento do Papa Pio XII - que queria o fortalecimento de uma Igreja Latino-Americana mais junto do povo” - quem iniciou a CNBB, assumindo como o primeiro Secretário Geral (p. 115).
Abraço da Margarida Drumond de Assis, e até a próxima
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