EU CONTO PRA VOCÊ ( QUARTA PARTE)
Dois servos de Deus em Mariana
“Não
vim para ser servido, mas para servir. Jesus serviu ávida inteira e eu venho
para servir, em nomes de Jesus (...)”.
Eu conto pra você, hoje, um pouco
mais sobre Dom Luciano Mendes de Almeida, a partir de meu livro Dom
Luciano, especial dom de Deus, mas também sobre Padre Antônio Ribeiro
Pinto, de quem há dois meses fiz a 5a edição do livro Padre
Antônio de Urucânia, a sua bênção. Começo com o fragmento das palavras dele,
por ocasião da posse como Arcebispo da Arquidiocese de Mariana, em 1988, após
os doze anos como Bispo Auxiliar em São Paulo. E, para falar de Dom Luciano -
servo, trago os Encontros da Província Eclesiástica de Mariana – EPEM’s, que
passaram a acontecer regularmente a partir de 1989. Ocorriam em revezamento com
as dioceses sufragâneas de Itabira - Cel. Fabriciano, Governador Valadares e
Caratinga.
Em todas as atividades de Dom
Luciano, fosse um retiro, um encontro da juventude, com a família, presbíteros
ou nesses encontros com os bispos e demais representantes da Província, Dom
Luciano sempre deixava claro quanto é importante ajudarmos o mais necessitado.
Em Dom Luciano, especial dom de Deus, são inúmeros os exemplos
nesse sentido e que comprovam a vivência dele, conforme o seu lema episcopal,
“em nome de Jesus” .
Em um dos EPEM’s, em Ponte Nova, ao chegar a hora do
almoço, estando à porta um grupo de crianças, para lá se dirigiu Dom Luciano,
servindo-as, antes mesmo de ele próprio servir-se com os do clero. Primeiro
estava sempre o outro (...). De outra feita, num encontro para 80
participantes, mas no final havendo em torno de 100, outro exemplo se viu:
faltando comida para tanta gente, foi Dom Luciano mesmo para a cozinha ajudar.
Depois, ele foi visto comendo biscoito de água e sal. Disse: “é preciso
primeiro servir o irmão, ver se nada lhe está faltando. Depois, a gente se
serve do que for possível”.
De seus 16 anos na Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, como Secretário Geral e Presidente,
também trago um exemplo. Aconteceu que, certa vez, Dom Luciano acolheu no
quarto dele um dos bispos – a casa estava cheia – e ele cedera o melhor leito
ao visitante. Este, porém discordou e se pôs no leito menos confortável. De
nada adiantou. Disse-lhe Dom Luciano: “meu irmão, eu estou aqui há 16 anos,
posso me acomodar em qualquer lugar. Fique tranquilo, eu estou bem”, e foi para
a cama junto à porta.
Pe. Lauro Versiani, reitor do
Seminário de Teologia, em Mariana, em um de seus depoimentos contou que muito
via Dom Luciano ora ajudando a um pobre, acudindo a um doente, a um e outro
membro do clero; atendia a todos, fosse de sua Arquidiocese ou não. “Nós, os
sacerdotes, os pastores, devíamos formar o Sindicato dos lavadores de pés”,
dizia o Arcebispo jesuíta.
E Paulo Isaias, presidente do Grupo
de Integração Social - GIS, em Mariana, narrou
sobre um lava-pés, literalmente falando, naquela cidade: Havia um senhor
de nome João, que vinha de São Paulo para Mariana, atrás de Dom Luciano, de
quem dizia: “meu pai é Dom Luciano”. Em certa noite, procurou-o, e então o
arcebispo pediu ao Paulo que tomasse as primeiras providências. E já bem cedo,
ambos estavam diante de Dom Luciano que, vendo o homem já vestido mas descalço
e com os pés inchados, pediu que lhe comprasse calçado, além de uma bolsa. Mas
não estava fácil achar um calçado adequado. “Dom Luciano se retirou e daí a
pouco chegou com um par de sapatos que ganhara de um irmão dele, mas que nunca
usara.(...). Ele se abaixou e, com um algodão, limpou as feridas nos pés do
João, pondo-lhe meia e sapato”. Assim era Dom Luciano: servo, irmão, pai, um especial
dom de Deus (ASSIS, 2010, p.
497 – 498).
É também da Arquidiocese de Mariana
outro importante nome da Igreja do Brasil, nome que foi projetado para todo o
estado de Minas, para o país inteiro e para o mundo: Padre. Antônio Ribeiro
Pinto, santo sacerdote de quem lhe falo a partir do meu livro Padre
Antônio de Urucânia, a sua bênção. Conforme disse Pe. Francisco Vidal,
pároco da catedral de Governador Valadares, em janeiro de 2006 quando do
lançamento, lá, “Deus operou muitos milagres por intercessão de padre. Antônio,
que incentivava a devoção a Nossa Senhora das Graças e à Medalha Milagrosa”.
Também trago um depoimento de Manuel
Miranda, de Rio Piracicaba/MG, sobre graça alcançada, à época em que o corpo de
Pe. Antônio ainda jazia no cemitério de Urucânia e não no Santuário Nossa
Senhora das Graças. Em 1970, a filha de nome Elisa, tinha seis meses de idade e
sofria fortes problemas intestinais. Levou a pequena à campa de Pe. Antônio,
deixando-a ali por 40 minutos, enquanto ele e a esposa rezavam. Pouco depois,
em casa, constatou que a filha, há muito
doente, já estava curada (ASSIS, 2010, p. 167).
São incontáveis os depoimentos de
bênçãos e curas alcançadas na intercessão de Pe. Antônio que, ainda hoje,
continua a velar junto de Deus por todos que a ele recorrem. Disse Dom Luciano,
no Prefácio da 1a edição do livro em 2004: “Sempre que celebro em
Urucânia com o povo, elevo a Deus e a
Nossa Senhora o agradecimento pelo bem que até hoje a vida e a
intercessão de Pe. Antônio fazem a todos nós (...)”.
São,
pois, Dom Luciano, especial dom de Deus e Padre Antônio de Urucânia,
a sua bênção, leituras sobre dois servos de Deus. Aqui viveram no
testemunho do amor do Pai por nós. Dom Luciano e Padre Antônio de Urucânia nos
ensinaram que tudo devemos fazer para servir o irmão, permitindo-lhe
aproximar-se mais de Deus e de Maria.
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