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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Eu conto pra você (Segunda Parte)

Eu conto pra você (Segunda Parte)


Encontrar Jesus e encontrar o irmão


No último encontro, eu lhe falava sobre a presença real de Jesus ente nós, presença d’Ele mesmo, nas espécies do pão e do vinho, no altar eucarístico. E então vimos que para viver uma experiência de encontro com Jesus é preciso coragem e fé, tendo Maria como modelo. Afinal, no Sim que ela disse ao Anjo Gabriel quando ele lhe dizia que fora ela a escolhida para Mãe do Salvador, portanto “Cheia de Graça”, tornou-se imediatamente tempo do próprio Deus e Jesus habitou nela.

Hoje, convido você a refletir comigo sobre quantas vezes perdemos oportunidade de estar diante de Jesus no Sacrário, em momentos de Adoração. No entanto, basta procurarmos o Santíssimo na capela e nos deixarmos por uns momentos pertinho d’Ele, ali, real, sempre a nos esperar.  Em nosso dia a dia, tão cheio de compromissos, mal conseguimos parar, para a oração, à noite; entretanto, como é grande a alegria interior que sentimos quando nos permitimos um tempinho diante de Jesus!

Trago um dos depoimentos que ouvi para escrever Dom Luciano, especial dom de Deus, pág. 47, parte do que disse o Prof. Afonso Liguori, na época meu colega na Universidade Católica de Brasília, e que teve a felicidade de conviver com Dom Luciano Mendes de Almeida no Pontifício Colégio Pio Brasileiro, em Roma. Dom Luciano lá se encontrava, no início de seu sacerdócio. Disse o Prof. Liguori: “O Padre Mendes era, em primeiro lugar, o maior exemplo que nós temos de um homem de oração. Não me esqueço de quantas vezes eu e meus colegas de seminário, passando em frente à porta da nossa capela, encontrávamos uma pessoa normalmente vestidade sotaina preta – todos nós vestíamos batina naquela época - rezando horas a fio, durante o dia, depois do almoço e, por que não dizer, à noite, às dez horas ou mais (...)”.

É na vivência da oração e da adoração a Jesus eucarístico que encontramos força para uma vida mais próxima do que Deus quer de nós, e, se assim fazemos, também nós servimos de exemplo para quem está ao nosso lado. Foi esse o testemunho de vida de dona Emília Mendes para os filhos, no qual se espelhou Dom Luciano. Em um dos escritos dele, falando de sua mãe, Dom Luciano disse que “em Deus, ela encontrava as energias para devotar-se não só à família, mas às necessidades espirituais e materiais do próximo. Subia a encosta da favela e entrava em contato com a miséria, de modo tão discreto, que muitasvezes nem percebíamos.” Em sua humildade, dona Emília Mendes foi catequista nas favelas do Rio de Janeiro, por 50 anos, conforme registrei, na Parte II e Dom Luciano, especial dom de Deus.

Uma vivência, como a de dona Emília e do filho que nela se espelhou para dedicar-se à Igreja numa vida “em nome de Jesus”, confere com as palavras de dom Luciano num dos retiros para os presbíteros da Arquidiocese de Mariana, em 1988, ano em que assumiu aquela arquidiocese. Ele citou as palavras de Paulo aos Filipenses sobre Jesus: “Sendo Ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus”. E então Dom Luciano lembrou que viver em nome de Jesus “é mostrar, pela presença, que você ama! Assim fez Jesus”. E citou o nascimento do Mestre “pobre com os pobres – sem dinheiro para hotel. Jesus quis não ter”. Pontuou também as passagens de Jesus com os pescadores; Jesus e o sofrimento do estrangeiro; Jesus lavando os pés dos outros, e muitos outros exemplos conforme relatado na pág. 532.

Para você o abraço fraterno da Margarida Drumond de Assis.

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