.

.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Eu conto pra você (Nona Parte)

Eu conto pra você (Nona Parte)

 Jesus Eucarístico, presença ‘Real’
             
Nesta semana, toda a Igreja celebra um dos seus mais significativos momentos: Corpus Christi. Na verdade, revivemos a razão de ser de nossa fé, a razão da Igreja; foi Jesus mesmo quem, na última Ceia, ordenou: “Fazei isto em memória de mim”.  Assim, sob as espécies do pão e do vinho, Deus se faz presente.

Para lhe falar com mais propriedade sobre o relevante tema, apoio-me em Dom Luciano, especial dom de Deus, Parte XIV, página 848, onde falo sobre o 15º Congresso Eucarístico Nacional, realizado em Florianópolis, em maio de 2006. O então Arcebispo daquela Arquidiocese, Dom Murilo Krieger, em sua contribuição para o livro sobre Dom Luciano, explicou que de muitos modos Deus está presente entre nós, mas “a sua presença na Eucaristia (...) chama-se ‘real’, porque é substancial e porque por ela se torna presente Cristo completo, Deus e homem”. Conforme lembrou o Papa Paulo VI, em 1965, citado por Dom Murilo, “trata-se daquele que é o dom por excelência, porque dom de Jesus Cristo mesmo, de sua pessoa (...)”.

Mesmo já estando muito doente, e ele viria a falecer três meses depois, Dom Luciano fez uma conferência naquele Congresso e recordou um fato que se deu no Jardim Sinhá, região onde ele era Bispo em São Paulo, de 76 a 88. Contou Dom Luciano: “Uma criança, sujinha, aquela coisinha pequenininha, bate na porta da sala que estava fechada, e a Irmã vai atender: ‘– O que você quer?’ ‘– Eu quero ver Jesus’, ela disse. A Irmã disse assim: ‘– Meu Deus, ela que ver Jesus, como é que vai ser?’  ‘– Você pode entrar, entra aqui. Esta é a sala onde a gente reza, trabalha, você sabe’. ‘ – Sei, sei, sei, só não estou vendo nada, não estou vendo nada. Eu quero ver Jesus. Irmã, eu quero ver Jesus’.  Aí a Irmã se lembrou de que havia uma salinha pequenininha, onde se guardava o Santíssimo. Então levou a criança e disse: ‘– Olha, você vai entrar na salinha, Ele está aqui’.  ‘– Oh, tô vendo nada!’ A Irmã ficou meio atrapalhada, aproximou-se do Tabernáculo, abriu a portinha e disse:  ‘– Mas ele está aqui’! ‘– Tô vendo nada, tô vendo nada!’ A Irmã , num gesto de coragem, tirou a tampinha da píxide, e a criança, num salto, pegou a Hóstia na mão e disse: ‘– Oh, Jesus, como eu gosto de você!’ E colocou a hóstia de novo e saiu correndo.” Ah, quanto seria bom se também nós pudéssemos dizer: “Oh, Jesus, como eu gosto de você!” (p. 852).

             E não é mesmo? Como essa criança, devemos crer que Jesus está ali, real, vivo. E, pela comunhão, tomamos parte d’Ele, somos o Templo de Deus. Ah, mas tem uma coisa, meu amigo e minha amiga ouvinte: para vivermos a experiência real desse encontro com Jesus, também devemos ser autênticos, sem meias medidas. Ele exige tudo. É preciso se posicionar com Deus, e alguns até o fazem de forma radical, já o sabemos. Assim, foi com os discípulos e com todos aqueles que tiveram a coragem de se encaminhar até Ele. É um encontro decisivo (p.850). Devemos, aliás, ser “como Maria - modelo de todo discipulado”, conforme frisou o Núncio Apostólico Dom Lorenzo Baldisseri, também presente naquele Congresso.

e-mail: margaridadrumond@gmail.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário