.

.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

EU CONTO PRA VOCÊ (Décima Terceira Parte)

EU CONTO PRA VOCÊ (Décima Terceira Parte)

 Padre Antônio de Urucânia, há 48 anos da Casa do Pai

Você que me acompanha nestes momentos de reflexões que favorecem a vivência de nossa fé, conhecerá agora mais um pouco sobre a vida e a obra de um presbítero, cujo aniversário de falecimento completou neste 22 de julho de 2011, 48 anos: Padre Antônio Ribeiro Pinto. Sim, Pe. Antônio de Urucânia foi para a Casa do Pai já há quase 50 anos, e, dos 84 anos em que esteve entre nós, mais de meio século foi dedicado à Igreja no semear a Boa Nova e no testemunho do amor, acudindo aos milhares de homens e mulheres que o procuravam, sedentos de benefícios espirituais, de curas e milagres.

Conforme ressaltado em Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção, “Pe. Antônio teve uma vida humilde a serviço do bem”. Com o nascimento dele, nascia um novo apóstolo para a Igreja. Foi no dia 2 de abril de 1879, em Rio Piracicaba/MG, filho de Fábia Maria de Jesus, mulher simples e pobre que, naquela época do difícil período da escravidão no Brasil, trabalhava em casa de “senhores”. Assim, quando nasceu o filho Antônio, e Fábia ainda muito moça, deixou o pequeno aos cuidados da sua irmã, Maria Antônia, já casada, sendo o pequeno criado no carinho do lar dos tios. E tinha ele apenas seis anos de idade quando se mudaram para Abre Campo, Arquidiocese de Mariana.

E ao pesquisar no período de um ano e meio para escrever Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção, no intuito de passar à geração de hoje e à futura um pouco sobre quem foi e o que representa Pe. Antônio Ribeiro Pinto, nome também do avô materno, percebi como ainda eram imensos e vivos, em 2003-2004, o amor e o respeito que lhe eram dedicados. Era falar o nome dele e, estando a pessoa de chapéu ou boné, tirava-o, erguendo as mãos aos céus, respeitosamente. Era pronunciar “Padre Antônio” e ver logo a voz embargada e os olhos a lacrimejar.    Ouvi vários depoimentos e foram enormes as emoções presenciadas. Compreendi, então, de imediato, que minha obra trataria da vida de um sacerdote ratificava a palavra bíblica - “és sacerdote para sempre”, com fervor e corajosamente, conforme registrei (págs. 27 – 28, 5ª . edição).

Até que conseguisse ser ordenado em 1912, por Dom Silvério Gomes Pimenta (pág. 39), Pe. Antônio passou por muitas dificuldades. Ainda assim, o jovem prosseguiu firme, buscando realizar o Chamado que um dia sentira, enquanto acompanhava uma procissão de Nossa Senhora. Por esse objetivo, antes de ser seminarista, chegou a trabalhar no Seminário, como simples empregado.

Pe. Antônio Ribeiro Pinto é exemplo de amor sem medida à Palavra de Deus. Fazia o bem indistintamente aos que o procuravam, vindo do norte ou do sul do país; viessem correspondências de países da América Latina ou da Europa, a todos atendia com amor.

É sobre esse sacerdote para quem os fiéis de todo o Brasil pedem ao Arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, a abertura do processo de Beatificação, que falarei mais intensamente nos próximos números de seu Classivale, e farei isto a partir de Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção; nele buscarei outras reflexões . Como frisou Dom José de Aquino Pereira, bispo emérito de São José do Rio Preto, São Paulo, quando do lançamento do livro naquela cidade, em 2006, “a obra é uma dádiva de Deus, pois permite o reavivamento das mensagens vivenciadas e espalhadas pelo Pe. Antônio de Urucânia: fé no poder de Jesus e devoção a Nossa Senhora das Graças e à Medalha Milagrosa” (p. 11).  

(Crônica para o dia 30. jul. 2011).

e-mail: margaridadrumond@gmail.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário