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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Eu conto pra você (Décima primeira parte)

Eu conto pra você  (Décima primeira parte)

 Os amados Deus

Converso hoje com você sobre algumas passagens de vida muito especiais de pessoas que nos lembram a intimidade do encontro com Jesus, portanto, uma vida sem fim, vida plena, e, por isto, muito amados de Deus.

Na página 853 de Dom Luciano, especial dom de Deus, sob o título “Maria entendia os caminhos de Deus e permanecia na confiança”, registrei uma parte da Conferência de Dom Luciano Mendes, no 15º Congresso Eucarístico Nacional, em 2006, em  Florianópolis: “(...) Vejam Maria, nossa Mãe querida: sempre identificada com a vontade de Deus, guardava tudo no seu coração, entendia os caminhos de Deus e permanecia na confiança. E nós vemos, assim, as grandes pessoas da humanidade, identificadas na Eucaristia, com essa força transformadora da História”. E então, Dom Luciano cita Dom Oscar Romero e também o cardeal preso injustamente no Vietnã, por mais de dez anos: “Se nós pudéssemos lembrar o Van Thuan, meu Deus! Que homem, sempre alentado na Eucaristia, cantando o dia inteiro para a Eucaristia, aprofundando no silêncio os mandamentos do Senhor (...). Você se lembra de Madre Teresa de Calcutá? Quando o papa realizou a sua beatificação, ele disse: ‘Teresa de Calcutá não tinha consolação na oração. Ela permanecia na presença de Cristo, sem consolação. Era o tempo que ela dava totalmente a Deus, mas sem aquela espécie de emoções internas. Não tinha. Uma santa! Assumia realmente o drama da vida humana (...)”.

Nesse contexto, cito outro santo sacerdote, muito conhecido de grande parte de vocês, por meio do que contam os seus pais e outros familiares, também falecido como Dom Luciano, e já há 47 anos. É Padre Antônio Ribeiro Pinto, de quem escrevi o livro Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção. Era comum Pe. Antônio recomendar aos milhares de fiéis que o procuravam, ansiosos por suas bênçãos milagrosas, que antes deviam se confessar e comungar, para, depois, receberem a bênção e, então, a Graça, conforme fosse a vontade de Deus, na intercessão de Pe. Antônio junto a Nossa Senhora das Graças. Em sua vida de luta, discriminação e de muito sofrimento antes de ordenar-se sacerdote - e o sofrimento ainda o acompanhou por anos! - tantas foram as dificuldades  surgidas, Pe. Antônio de Urucânia tornou-se perfeito instrumento de Deus que lhe cobriu de dons especiais.

No capítulo 13, pág. 94, da 5ª edição de Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção, assim escrevi a partir de pesquisas e depoimentos: “Um caminhão estaciona e, da carroceria transformada em vários assentos para os romeiros, descem, apressadas, dezenas de pessoas, receosas que estão de não conseguirem alcançar o horário da bênção (...). Ali perto, chega outro veículo, e, neste, alguém está acorrentado; Pe. Antônio percebe logo e manda desamarrar. Quem conhecia o doente está temeroso (...). ‘Desamarrem ele, estou mandando, em nome de Nossa Senhora das Graças!” é a vos forte de padre Antônio, sobressaindo-se enérgica. Em pouco, o que era tido como louco, já está calmo, aos pés do virtuoso sacerdote, sendo abençoado, curando-se. Lágrimas nos olhos, a voz embargada de tantos, a oração da Ave-Maria ecoa”.

Você se emocionou com essa força de Deus, agindo por meio de seu escolhido, não é mesmo? Também me emociono, sempre que leio tantas passagens. São presentes de Deus para nós.

(Crônica escrita em 14 maio 2011).

e-mail: margaridadrumond@gmail.com

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