Eu conto pra você (Décima primeira parte)
Os amados Deus
Converso hoje com você sobre algumas passagens de vida
muito especiais de pessoas que nos lembram a intimidade do encontro com Jesus,
portanto, uma vida sem fim, vida plena, e, por isto, muito amados de Deus.
Na página 853 de Dom
Luciano, especial dom de Deus, sob o título “Maria entendia os caminhos de
Deus e permanecia na confiança”, registrei uma parte da Conferência de Dom
Luciano Mendes, no 15º Congresso Eucarístico Nacional, em 2006, em Florianópolis: “(...) Vejam Maria, nossa Mãe
querida: sempre identificada com a vontade de Deus, guardava tudo no seu
coração, entendia os caminhos de Deus e permanecia na confiança. E nós vemos,
assim, as grandes pessoas da humanidade, identificadas na Eucaristia, com essa
força transformadora da História”. E então, Dom Luciano cita Dom Oscar Romero e
também o cardeal preso injustamente no Vietnã, por mais de dez anos: “Se nós
pudéssemos lembrar o Van Thuan, meu Deus! Que homem, sempre alentado na
Eucaristia, cantando o dia inteiro para a Eucaristia, aprofundando no silêncio
os mandamentos do Senhor (...). Você se lembra de Madre Teresa de Calcutá?
Quando o papa realizou a sua beatificação, ele disse: ‘Teresa de Calcutá não
tinha consolação na oração. Ela permanecia na presença de Cristo, sem
consolação. Era o tempo que ela dava totalmente a Deus, mas sem aquela espécie
de emoções internas. Não tinha. Uma santa! Assumia realmente o drama da vida
humana (...)”.
Nesse contexto, cito outro santo sacerdote, muito
conhecido de grande parte de vocês, por meio do que contam os seus pais e
outros familiares, também falecido como Dom Luciano, e já há 47 anos. É Padre Antônio Ribeiro Pinto, de quem
escrevi o livro Padre Antônio de
Urucânia, a sua bênção. Era comum Pe. Antônio recomendar aos milhares de
fiéis que o procuravam, ansiosos por suas bênçãos milagrosas, que antes deviam
se confessar e comungar, para, depois, receberem a bênção e, então, a Graça,
conforme fosse a vontade de Deus, na intercessão de Pe. Antônio junto a Nossa
Senhora das Graças. Em sua vida de luta, discriminação e de muito sofrimento
antes de ordenar-se sacerdote - e o sofrimento ainda o acompanhou por anos! -
tantas foram as dificuldades surgidas,
Pe. Antônio de Urucânia tornou-se perfeito instrumento de Deus que lhe cobriu
de dons especiais.
No capítulo 13, pág. 94, da 5ª edição de Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção,
assim escrevi a partir de pesquisas e depoimentos: “Um caminhão estaciona e, da
carroceria transformada em vários assentos para os romeiros, descem,
apressadas, dezenas de pessoas, receosas que estão de não conseguirem alcançar
o horário da bênção (...). Ali perto, chega outro veículo, e, neste, alguém
está acorrentado; Pe. Antônio percebe logo e manda desamarrar. Quem conhecia o
doente está temeroso (...). ‘Desamarrem ele, estou mandando, em nome de Nossa
Senhora das Graças!” é a vos forte de padre Antônio, sobressaindo-se enérgica.
Em pouco, o que era tido como louco, já está calmo, aos pés do virtuoso
sacerdote, sendo abençoado, curando-se. Lágrimas nos olhos, a voz embargada de
tantos, a oração da Ave-Maria ecoa”.
Você se emocionou com essa força de Deus, agindo por
meio de seu escolhido, não é mesmo? Também me emociono, sempre que leio tantas
passagens. São presentes de Deus para nós.
(Crônica escrita em 14 maio 2011).
e-mail: margaridadrumond@gmail.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário