EU CONTO PRA VOCÊ (Décima Terceira Parte)
Padre Antônio de Urucânia, há 48 anos da Casa do Pai
Você que me acompanha nestes momentos de reflexões que
favorecem a vivência de nossa fé, conhecerá agora mais um pouco sobre a vida e
a obra de um presbítero, cujo aniversário de falecimento completou neste 22 de
julho de 2011, 48 anos: Padre Antônio
Ribeiro Pinto. Sim, Pe. Antônio de Urucânia foi para a Casa do Pai já há
quase 50 anos, e, dos 84 anos em que esteve entre nós, mais de meio século foi
dedicado à Igreja no semear a Boa Nova e no testemunho do amor, acudindo aos
milhares de homens e mulheres que o procuravam, sedentos de benefícios
espirituais, de curas e milagres.
Conforme ressaltado em Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção, “Pe. Antônio teve uma vida
humilde a serviço do bem”. Com o nascimento dele, nascia um novo apóstolo para
a Igreja. Foi no dia 2 de abril de 1879, em Rio Piracicaba/MG, filho de Fábia
Maria de Jesus, mulher simples e pobre que, naquela época do difícil período da
escravidão no Brasil, trabalhava em casa de “senhores”. Assim, quando nasceu o
filho Antônio, e Fábia ainda muito moça, deixou o pequeno aos cuidados da sua
irmã, Maria Antônia, já casada, sendo o pequeno criado no carinho do lar dos
tios. E tinha ele apenas seis anos de idade quando se mudaram para Abre Campo,
Arquidiocese de Mariana.
E ao pesquisar no período de um ano e meio para
escrever Padre Antônio de Urucânia, a sua
bênção, no intuito de passar à geração de hoje e à futura um pouco sobre
quem foi e o que representa Pe. Antônio Ribeiro Pinto, nome também do avô
materno, percebi como ainda eram imensos e vivos, em 2003-2004, o amor e o
respeito que lhe eram dedicados. Era falar o nome dele e, estando a pessoa de
chapéu ou boné, tirava-o, erguendo as mãos aos céus, respeitosamente. Era
pronunciar “Padre Antônio” e ver logo a voz embargada e os olhos a
lacrimejar. Ouvi vários depoimentos e
foram enormes as emoções presenciadas. Compreendi, então, de imediato, que
minha obra trataria da vida de um sacerdote ratificava a palavra bíblica - “és
sacerdote para sempre”, com fervor e corajosamente, conforme registrei (págs.
27 – 28, 5ª . edição).
Até que conseguisse ser ordenado em 1912, por Dom
Silvério Gomes Pimenta (pág. 39), Pe. Antônio passou por muitas dificuldades.
Ainda assim, o jovem prosseguiu firme, buscando realizar o Chamado que um dia
sentira, enquanto acompanhava uma procissão de Nossa Senhora. Por esse objetivo,
antes de ser seminarista, chegou a trabalhar no Seminário, como simples
empregado.
Pe. Antônio Ribeiro Pinto é exemplo de amor sem medida
à Palavra de Deus. Fazia o bem indistintamente aos que o procuravam, vindo do
norte ou do sul do país; viessem correspondências de países da América Latina
ou da Europa, a todos atendia com amor.
É sobre esse sacerdote para quem os fiéis de todo o
Brasil pedem ao Arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, a abertura do
processo de Beatificação, que falarei mais intensamente nos próximos números de
seu Classivale, e farei isto a partir de Padre
Antônio de Urucânia, a sua bênção; nele buscarei outras reflexões . Como
frisou Dom José de Aquino Pereira, bispo emérito de São José do Rio Preto, São
Paulo, quando do lançamento do livro naquela cidade, em 2006, “a obra é uma
dádiva de Deus, pois permite o reavivamento das mensagens vivenciadas e
espalhadas pelo Pe. Antônio de Urucânia: fé no poder de Jesus e devoção a Nossa
Senhora das Graças e à Medalha Milagrosa” (p. 11).
(Crônica para o dia 30. jul. 2011).
e-mail: margaridadrumond@gmail.com
